Pintura de edificações

Os serviços de pintura predial, tanto para empreendimentos novos quanto para manutenção de edificações já em uso, não raro são executados por empresas de pequeno porte. O acordo entre as partes deve ser formalizado por meio de contrato de prestação de serviços, em que devem ser indicados itens como prazos de entrega e as especificações mais importantes dos materiais a serem utilizados, como o padrão das tintas.

O termo de contratação também deve indicar com clareza as áreas da edificação que serão pintadas, assim como detalhes sobre a pintura. Ou seja, cor, tipo e padrão de tinta, acabamento etc. Como é relativamente comum que prédios tenham cores diferentes em uma mesma face da fachada, isso deve ser claramente especificado para a empresa contratada. Além disso, tintas e demais materiais envolvidos no processo de pintura são classificados por tipo e têm qualidade e desempenho diversos entre si. Dessa maneira, tais características devem ser acertadas antes da execução.

ESPECIFICAÇÃO
Em conjunto com a pintura de um edifício novo, há serviços que podem e, conforme o resultado desejado, devem ser realizados antes da aplicação da tinta em si. Em uma obra nova, quando é feita a primeira pintura, o substrato é novo e precisa ser tratado por sistema de pintura específico. “Pode-se aplicar um fundo e, em seguida, a massa. Depois, o fundo novamente e, por fim, a tinta. Esse é o sistema ideal, com tratamento prévio”, diz Gisele Bonfim, gerente técnica da Abrafati (Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas). No entanto, a metodologia proposta por Gisele propicia acabamento mais rústico, pois o fundo é um selador pigmentado. “O selador é importante porque faz com que a camada de tinta tenha aderência perfeita à alvenaria nova, que até então não tinha nenhuma camada de pintura”, diz Mário Silva de Almeida, sócio da Crisbelbo, empresa prestadora de serviço de pintura predial. Outra opção é aplicar massa diretamente sobre o substrato e, em seguida, a tinta.

Para áreas internas, podem ser usados qualquer dos três tipos existentes de tinta, que variam conforme o desempenho: premium, standard e econômico. No caso do econômico, o acabamento é sempre fosco. “No standard ou premium, pode ser fosco, acetinado ou semibrilho. Essa escolha é estética”, diz Gisele. No entanto, a tinta padrão econômico só pode ser usada em áreas internas. Também depende de especificação do contratante o tipo de acabamento desejado. É possível, exemplifica Gisele, aplicar textura e pintar depois.

No caso de repintura, as especificações do serviço pedem outros procedimentos. “Deve ser feita lavagem completa do prédio, com água e hipocloreto de sódio para acabar com fungo e mofo que possam existir. Depois, é feita a recuperação da fachada, de trincas e fissuras. Em seguida, é feita a preparação para a nova pintura”, descreve Almeida. Normalmente o serviço é feito manualmente, com rolos e pincéis.

COTAÇÕES
A cotação dos serviços considera itens como mão de obra e materiais utilizados, sobretudo as tintas, conforme o padrão desejado. “É feita a medição física, real – e não somente visual -, da área a ser pintada. O contratante pode pedir o tipo de tinta que quer para avaliarmos se pode ser adotada. Depois, é negociada a forma de pagamento”, explica Almeida.

Para segurança do contratante, o pagamento de serviços que levam mais tempo para serem concluídos geralmente é feito de acordo com o andamento. Para tanto, é recomendável que os prazos de início e conclusão de cada etapa sejam indicados no contrato.

LOGÍSTICA
Normalmente em prédios novos, a pintura é feita na fase final da obra e há uma série de cuidados com relação ao entorno do empreendimento. Há situações em que os trabalhos só podem ser feitos em dias específicos, especialmente quando é preciso fazer bloqueios na rua ou na calçada.

Bloqueios costumam ser necessários no caso de prédios muito altos, devido a respingos de tinta. O planejamento desse tipo de cuidado exige análise prévia, incluindo a decisão sobre por onde começar a executar o serviço. Algumas áreas do empreendimento, como jardins, por exemplo, podem precisar ser cobertas com lona, e as condições do tempo – como chuva, mesmo que leve – podem impedir a realização do serviço.

Deixe seu comentário